A Central de Movimentos Populares (CMP)

A Central de Movimentos Populares (CMP) é uma organização presente em 21 estados brasileiros, que congrega diversos movimentos populares urbanos, como de moradia, saúde, mulheres, negros(as), juventude, economia solidária, defesa dos direitos das crianças e adolescentes e associações de moradores, dentre outros. Fundada no I Congresso Nacional de Movimentos Populares, realizado de 28 a 31 de outubro de 1993, em Belo Horizonte (MG), a CMP resultou de um processo histórico de resistência dos movimentos populares, em especial das lutas sociais da década de 1980, em defesa da reforma urbana e de um projeto democrático-popular para o País (veja mais em história da CMP).

A CMP tem o objetivo de articular os movimentos populares urbanos em suas lutas comuns e de caráter geral, como forma de superar a fragmentação existente entre os movimentos populares e se constituir enquanto instrumento de representação junto a outros setores organizados da sociedade, com vistas à articulação de lutas em defesa dos direitos, das políticas públicas e da participação popular.

Os movimentos populares, pela atuação na CMP, fortalecem suas lutas específicas e, ao mesmo tempo, constroem lutas comuns, tendo como principal eixo de atuação a luta e a defesa das políticas públicas com participação popular, como forma de superar a desigualdade social, a miséria e a fome, disputar hegemonia na sociedade e acumular forças no sentido de construirmos uma sociedade justa e democrática.

A cada 4 anos, a CMP realiza o Congresso Nacional, a instância máxima deliberativa das linhas políticas e estrutura da CMP. Nele, é eleita a direção nacional composta por lideranças políticas da Central (41 titulares e 8 suplentes escolhidos, considerando a representatividade regional e de gênero). Entre estas lideranças é escolhido/a o/a coordenador/a nacional, responsável pela coordenação, animação e representação da CMP. O Congresso Nacional define ainda as prioridades políticas de atuação.

A direção nacional define uma direção executiva, colegiada, com representatividade regional e de gênero, com a responsabilidade de conduzir o cotidiano organizativo da CMP. A estrutura da Central prevê ainda reuniões quadrimestrais da direção nacional e a realização de plenárias anuais no intervalo entre os congressos.

A Plenária conta com a participação da direção nacional e de 2 representantes de cada um dos 21 estados onde CMP atua. A plenária estabelece as principais linhas de ação da CMP.

Também fazem parte da CMP os coletivos, organizados em âmbito estadual, de acordo com as necessidades conjunturais e organizativos. São compostos por eixo de atuação ou tema específico, e devem estar submetidos à direção nacional. Desse modo, os coletivos são auxiliares à execução dos objetivos da CMP: o coletivo de mulheres potencializa as lutas gerais do feminismo; o coletivo de saúde fortalece a atuação dos movimentos populares de saúde; o coletivo de combate ao racismo orienta a organização e luta de negras e negros da CMP; o de juventude tem por objetivo auxiliar no processo de organização de jovens dos movimentos.

Conheça abaixo a atual Direção Nacional da CMP:

Coordenador Geral:  Raimundo Bonfim

Abrahão Nunes
Afonso Carlos Magalhães
Aguinaldo Evangelista (Santinho)
Ana Luiza
Ana Luiza Faustino de Farias
Andreza Carla F. Ribeiro
Antonisa Vieira Vale
Antonio Édis Liberato Lucena
Eduardo Cardoso
Elenilza Bonfim
Eliel Ferreira da Silva
José Francisco da Silva
José Jesus de Souza (Zelito)
Kleber Luiz dos Santos
Lucas de Oliveira Matos
Luiz Carlos Reis
Luiz Gonzaga (Gegê)
Manoel Vieira
Marcelo Edmundo Braga
Maria do Socorro Nerys da Costa
Marluce Lopes
Mário Cesar Moreira do Nascimento
Melayne Macedo
Miriam Hermógenes dos Santos
Minorosi Batista (Rosinha)
Natalia Lúcia Barbosa Carneiro
Neide de Jesus Carvalho
Odarlone Santos de Souza Orente
Ozair da Silva
Paulo Cohen
Raimundo Rodrigues dos Santos Filho
Renan Carvalho
Rogéria Ferreira
Selma Almeida
Sidnei Pita
Thiago Celestino da Silva
Uranide Sacramento (Nani)
Usânia Gomes
Walter da Silva Monteiro
Wellington Bernardo

 

A participação na CMP é enquanto movimento popular urbano. Para se integrar, o movimento deve procurar a CMP em seu município e/ou estado e, após um processo de aproximação, formalizar a filiação. Faz parte do processo de filiação concordar com os princípios da CMP e o efetivo engajamento nas lutas em que a CMP está envolvida. 


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