Quatro dias após as fortes chuvas que atingiram a cidade de São Paulo, a Enel Distribuição SP informou que cerca de 220 mil imóveis na Grande São Paulo ainda estavam sem energia elétrica na tarde desta terça-feira (15). Na capital paulista, 147 mil imóveis permaneciam sem luz. Em São Bernardo do Campo, 5 mil endereços estavam sem energia, enquanto em Diadema, 6,5 mil ainda aguardavam o restabelecimento.
Na segunda-feira (14), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, criticou nas redes sociais a possÃvel renovação da concessão da Enel na capital, mesmo diante do apagão. Nunes mencionou uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva feita em junho, durante visita à Itália, na qual Lula afirmou que o Brasil estaria disposto a renovar o acordo com a Enel, desde que a empresa se comprometesse com investimentos significativos. Diante do contexto, a página de “Olho na Mentira†foi atrás dos fatos:
Verificamos: Em entrevista a jornalistas na segunda-feira (14), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, esclareceu que a concessão da Enel só vence em 2028 e que, de acordo com as normas, a empresa poderá solicitar a prorrogação do contrato apenas em 2026, para posterior avaliação. Silveira acusou o prefeito Nunes de distorcer o processo de renovação. “Nos indigna muito quando as pessoas usam redes sociais para disseminar fake news. O prefeito de São Paulo aprendeu rápido com Pablo Marçal, um dos maiores propagadores de fake news e falsificações, ao afirmar que estamos discutindo a renovação da concessão da Enel. O contrato da Enel só vence em 2028, e eles têm até 2026 para solicitar a renovação”, afirmou o ministro.
Silveira também destacou a responsabilidade das prefeituras quanto à manutenção preventiva das áreas próximas à rede elétrica, como a poda de árvores, em parceria com a concessionária. “Os laudos que recebemos indicam que mais de 50% das ocorrências foram causadas por árvores caindo sobre as redes elétricas, e a poda preventiva não é responsabilidade das distribuidoras. É dever dos municÃpios cumprir com essa função e colaborar com o setor de distribuição”, acrescentou.
Na segunda-feira, Silveira se reuniu com a Enel e com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para discutir a situação. Após o encontro, o ministro deu à empresa um prazo de três dias para solucionar o problema, com o auxÃlio de uma força-tarefa composta por profissionais de outras distribuidoras.