CMP sai às ruas e protesta contra Israel e o genocídio do povo palestino  

Sob o pretexto de responder ao ataque de 07 de outubro do movimento islâmico Hamas, que vitimou 1.300 israelenses, o governo de Israel despeja toneladas de bombas sobre 2,3 milhões de palestinos que vivem na Faixa de Gaza, causando a morte de mais de 3 mil civis. Além dos bombardeios, Israel impede o fornecimento de água e de eletricidade, a entrada de alimentos, de remédios e ameaça invadir o território palestino com 200 mil soldados.

Nos últimos 23 anos de conflito, morreram 2.600 israelesnses e 13.000 palestinos e, de acordo com a Organização da Nações Unidas (ONU), o número de feridos em Gaza, Cisjordânia e Israel, nos últimos 15 anos, são os seguintes: 126.000 palestinos e 6.100 Israelenses. De fato, estima-se que mais de 700 mil árabes palestinos fugiram ou foram expulsos de suas terras desde 1946 e hoje Gaza é o maior campo de concentração a céu aberto do mundo, com uma média de idade de apenas 17 anos e com 80% dos seus habitantes vivendo na pobreza.

Como vemos, há décadas, Israel adota uma política de guerras e operações militares com o objetivo de expulsar os palestinos de suas terras. Esta política esbarra na coragem dos palestinos, um povo que ama sua terra, que quer continuar vivendo em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém e que luta  para ter seu direito respeitado.

A Palestina é uma região com  importante riquezas naturais, como reservas de gás natural de 122 trilhões de pés cúbicos e de petróleo que podem atingir 1,7 bilhão de barris.

Eis a questão: os monopólios capitalistas da burguesia israelense, que controlam e dominam os sucessivos governos do país, querem se apossar das terras palestinas para explorarem essas riquezas. Por isso, defendem o genocídio do povo palestino, mesmo sabendo que a ampla maioria do povo de Israel quer paz, e não guerra.

Tem mais. Aliadas às grandes corporações norte-americanas, as companhias israelenses também pretendem desencadear novas guerras para aumentar seu poderio econômico no Oriente Médio, como mostram as frequentes ameaças de Israel de bombardear o Irã.

Por não se tratar de uma guerra entre dois povos ou dois Estados, mas sim de um ataque unilateral de uma potência fortemente armada contra um povo indefeso, uma guerra de invasão e ocupação colonial, um apartheid, a Central de Movimentos Populares (CMP) , repudia o genocídio cometido por Israel e declara seu apoio ao direito de autodeterminação e à liberdade do povo palestino.

Em defesa do povo palestino, a CMP convoca sua militância para se engajar na jornada de  mobilizações contra o genocídio praticado por Israel contra os palestinos, especialmente nas mobilizações marcadas para este sábado (04/10), com concentração em frente ao Masp, na Avenida Paulista, a partir das 16h.

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O que? Ato mundial em solidariedade ao povo palestino
Quando? sábado, 4 de novembro
Onde? concentração em frente ao Masp
Horário? 16h

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