A Central de Movimentos Populares (CMP) realizou, na noite desta quinta-feira (26), o Ato de Abertura do VII Congresso Nacional no auditório do Fiesta Bahia Hotel, em Salvador. Com o tema CMP 30 anos de lutas e resistência e o lema “contra o fascismo em defesa da democracia, dos direitos e da vidaâ€, o evento reuniu 500 delegados e delegadas dos 21 estados em que a CMP atua e comemorou os 30 anos de fundação da organização. Também estiveram presentes lideranças de movimentos populares, sindical, ministros do governo Lula e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues.





Logo na abertura do evento, foram exibidos trechos do documentário “Onde as lutas se encontram – 30 anos da CMPâ€, organizado pela produtora Noroeste MÃdia com o objetivo de narrar a trajetória de luta dos movimentos populares por melhores condições de vida da classe trabalhadora. Em um ponto alto das comemorações, a entrada das delegações dos estados foi recebida sob aplausos e entusiasmo de todo o público.










Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP, agradeceu o empenho dos (as) militantes , em especial os (as) que viajaram por mais de 40 horas para participar do evento, e saudou o entusiasmo que demonstraram durante as mais de cinco horas de ato. “Quero destacar que, se a CMP não tivesse cumprido com o seu papel nesses 30 anos, não estarÃamos com essa representatividade no auditório, com ministros e autoridades. Isso demonstra nosso papel nesses 30 anos. Nesse último perÃodo desde 2016, quando a burguesia deu um golpe contra a presidente Lula, a CMP não teve nenhuma dúvida. Não reconheceu o governo Temer e, com isso, não fizemos outra coisa a não ser lutar, junto com a Frente Brasil, por direitos. Não saÃmos das ruas para libertar e eleger o presidente Lula e, agora, não vamos descansar enquanto não vermos Bolsonaro na prisãoâ€, disse.
Em lugar de destaque na mesa, a ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves, presente na CMP desde a sua fundação em outubro de 1993, em Belo Horizonte (MG), ressaltou a importância da atuação da CMP na defesa da democracia: “É um momento de resistência. É a garantia de que o movimento popular está vivo, pulsante, lutando por direitos, por democracia e garantindo que, de fato, o Brasil é um paÃs do povo brasileiro, que respeita as mulheres, que respeita a cidadania, e, que efetivamente, esse paÃs não é para fascista. É um paÃs dos direitos do movimento do povo brasileiroâ€.



Quem também foi muito aplaudido pela militância, foi o teólogo e assessor de movimentos populares Frei Betto. Em sua fala, ele alertou sobre o importante papel que a militância da CMP deve desempenhar no próximo perÃodo. “PolÃtica social é fundamental para reduzir as desigualdades sociais, para libertar as pessoas das amarras, da submissão, do preconceito, da discriminação, da exclusão social, mas não suficientes para mudar a cabeça e o coração das pessoas.â€, relata o teólogo Frei Betto, um dos fundadores da CMP, que também ressalta a importância da educação polÃtica para barrar o avanço da extrema direita. “Ou a gente arranca Paulo Freire da prateleira e leva para prática ou a gente direita vai voltarâ€.
Carta do presidente Lula


Márcio Macêdo, ministro-chefe da secretaria geral da Presidência da República, trouxe de BrasÃlia uma carta do presidente Lula à militância da CMP. (Veja aqui) Lula, que completa 78 anos nesta sexta-feira (27), participaria do Congresso, mas não foi liberado pela equipe médica devido recente cirurgia realizada no quadril.
“A Central de Movimentos Populares combateu um bom combate em todos os momentos decisivos da história brasileira desses 30 anos de luta e resistência. A CMP nasceu da sagrada aspiração do povo brasileiro a um paÃs livre, soberano, justo e solidárioâ€, afirma Lula em mensagem à CMP.