A partir do dia 8 de agosto, o Frei Beto lança em quatro capitais do paÃs o Livro “Tom Vermelho Verde”. O romance, que começou a ser escrito há cinco anos, recupera a dramática história dos Waimiri-Atroari, mergulha nos bastidores da construção da BR-174 e ergue a voz em defesa dos povos indÃgenas.
Foram muitas as formas de agressão sofridas, ao longo dos séculos, pelos Waimiri-Atroari. Suas terras, localizadas na região Amazônica, foram alvos de diversas invasões. Seus integrantes foram encurralados, aprisionados, escravizados, queimados, assassinados. “Em Tom Vermelho do Verdeâ€, romance baseado em eventos históricos, Frei Betto revisita a trajetória dos Waimiri-Atroari e, em uma narrativa dolorosamente atual, denuncia a opressão forçada contra esta nação indÃgena, que se autodenomina Kinja – palavra que significa “gente de verdadeâ€. A obra chega à s lojas no fim do julho pela editora Rocco.
A trama, que começou a ser escrita há mais de cinco anos, tem como foco o drama vivido pelos Waimiri nos anos 1970, quando o governo militar brasileiro deu inÃcio à construção da rodovia BR-174. Em nome de um suposto progresso, com os olhos pregados nos lucros que a exploração dos recursos naturais e a implantação de iniciativas agropecuárias poderiam trazer, o coronel Luiz Fontoura, um dos personagens do livro, tem como maior ambição “retalhar a selva de estradasâ€. Suas ideias vão ao encontro dos projetos do governo ditatorial e têm resultados catastróficos para a floresta e seus povos originários.
“Tom Vermelho do Verde†é um romance que cativa o leitor desde as primeiras páginas e reúne informações cruciais para uma compreensão mais profunda do Brasil de hoje. Uma leitura necessária e urgente em um momento no qual os povos indÃgenas sofrem impensáveis pressões para deixar que suas terras sejam exploradas por companhias mineradoras e madeireiras que causam danos ecológicos irreparáveis.
Sobre o Autor
Frei Betto é doutor Honoris Causa em Filosofia pela Universidade de Havana e em Educação pela Universidade José MartÃ, de Monterrey. Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. É frade dominicano, escritor e cronista. Conquistou importantes prêmios literários brasileiros, como o Jabuti, em 1982, pelo livro Batismo de sangue (Rocco). Nesta mesma data, foi eleito Intelectual do Ano pela União Brasileira de Escritores, que lhe concedeu, em 1985, o prêmio Juca Pato pelo livro Fidel e a religião.
Dele, a Rocco publicou também: ParaÃso perdido; Calendário do poder; A mosca azul; Hotel Brasil; Aldeia do silêncio; Minas do Ouro; A arte de semear estrelas; Um homem chamado Jesus; Começo, meio e fim; OfÃcio de escrever; Minha avó e seus mistérios; Diário de quarentena; Diário de Fernando; Por uma educação crÃtica e participativa.
Atuou como assessor especial da Presidência da República e coordenador de Mobilização Social do Programa Fome Zero entre 2003 e 2004. É assessor de movimentos sociais e educador popular. Mais informações: freibetto.org