Nota de repúdio da CMP à invasão na sede da Apeoesp

A Central de Movimentos Populares (CMP) vem a público manifestar seu mais profundo repúdio à invasão da sede central da APEOESP, localizada na Praça da República, em São Paulo, ocorrida na tarde do dia 14 de janeiro, protagonizada por um grupo liderado pelos vereadores Kleber Ribeiro (PL, Guarulhos) e Eduarda Campopiano (PL, Praia Grande).

Trata-se de um ataque grave e inaceitável à democracia, à liberdade sindical e ao direito constitucional de organização da classe trabalhadora. Sob o falso pretexto de protestar contra um reajuste do piso nacional do magistério que sequer foi oficialmente divulgado, o grupo promoveu uma ação violenta, intimidatória e de cunho claramente político, ultrapassando todos os limites do direito à livre manifestação.

Durante a invasão, foram proferidas palavras de ordem agressivas contra a APEOESP, seus trabalhadores, o presidente da República e setores da esquerda, além de atos de violência simbólica e física, como o arremesso de pés de frango contra funcionários da entidade. Tais práticas revelam o caráter autoritário, desrespeitoso e antidemocrático da ação, que coloca em risco a integridade de trabalhadores e dirigentes sindicais.

É inadmissível que parlamentares eleitos utilizem seus mandatos para incitar o ódio político, atacar entidades legítimas de representação dos trabalhadores e promover ações que afrontam o Estado Democrático de Direito. A APEOESP possui uma trajetória histórica na defesa da educação pública, dos direitos dos profissionais da educação e das liberdades democráticas. Atacar sua sede é atacar toda a classe trabalhadora e suas formas legítimas de organização.

A CMP exige a imediata apuração dos fatos, a responsabilização dos envolvidos e a adoção de medidas que garantam a segurança das entidades sindicais e de seus trabalhadores. Reafirmamos nossa total solidariedade à APEOESP, a seus dirigentes, funcionários e à categoria dos profissionais da educação.

Seguiremos firmes na defesa da democracia, da educação pública, da liberdade sindical e dos direitos da classe trabalhadora. Não aceitaremos intimidações, violência política ou ataques às organizações populares.

Sem democracia não há direitos.
Sem organização popular não há justiça social.
Ataques à classe trabalhadora não passarão.

Central de Movimentos Populares – CMP

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