A Central de Movimentos Populares (CMP) condena de forma veemente qualquer ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, por constituir grave violação do Direito Internacional. A Carta das Nações Unidas é clara ao estabelecer, em seu artigo 2º, o princÃpio da soberania dos Estados, da não intervenção em assuntos internos e da proibição do uso da força ou da ameaça de força contra a integridade territorial ou a independência polÃtica de qualquer paÃs.
A agressão a um Estado soberano, sem autorização do Conselho de Segurança da ONU e fora das hipóteses estritas de legÃtima defesa, configura crime internacional, atentando contra a paz, a autodeterminação dos povos e a convivência pacÃfica entre as nações. Tais práticas reforçam uma lógica imperialista que desrespeita o multilateralismo e submete povos inteiros a sanções, violência e instabilidade.
É inegável que os interesses por trás dessas investidas estão ligados à disputa e ao controle das riquezas naturais estratégicas da Venezuela, em especial suas vastas reservas de petróleo, além de outros recursos minerais. A tentativa de ocupação e de intervenção busca submeter um paÃs soberano aos interesses econômicos e geopolÃticos do imperialismo estadunidense, em flagrante desrespeito ao direito dos povos de decidir sobre seus próprios recursos naturais.
Reafirmamos nossa solidariedade ao povo venezuelano e a defesa intransigente da autodeterminação, do diálogo e da solução pacÃfica de controvérsias. Exigimos o respeito ao Direito Internacional, o fim das agressões e de todas as formas de coerção contra a Venezuela. A CMP conclama os movimentos populares, a classe trabalhadora e o campo progressista a resistirem aos ataques dos Estados Unidos.