A Folha de S.Paulo destacou nesta sexta-feira (19) a mobilização convocada por movimentos sociais e partidos de esquerda contra a PEC da Bandidagem e o projeto da anistia. Em entrevista ao jornal, Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), reforçou que a luta precisa ser feita “nas redes e nas ruas” e criticou qualquer tipo de negociação que troque a anistia por outros projetos: “Não aceitamos barganha para não aprovar a anistia em troca do PL da bandidagem. Nenhuma coisa, nem outra”, afirmou.
Veja a matéria na Ãntegra:
Ato da esquerda terá crÃtica à Câmara por privilegiar anistia e blindagem e escantear IR e taxação
Movimentos sociais e partidos de esquerda pretendem fazer crÃticas duras à Câmara dos Deputados em ato na avenida Paulista neste domingo (21), direcionada sobretudo a bolsonaristas e representantes do centrão.
O estopim para a manifestação, convocada com pouca antecedência, foram as votações pelos deputados da PEC da Blindagem e da urgência para o projeto da anistia. Ao mesmo tempo, pautas econômicas e sociais seguem escanteadas.
“Enquanto temas de interesse direto da vida das pessoas, como o projeto da isenção do Imposto de Renda, a taxação dos super-ricos e outros ficam paralisados, os bolsonaristas e o centrão se preocupam com blindagem e anistia, temas que só dizem respeito a eles próprios”, diz o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), um dos responsáveis por chamar o ato. Um dos slogans será “sem anistia, fora PEC da blindagem”.
Devem participar presidentes de partidos de esquerda e parlamentares. A princÃpio, não deve haver ministros, até para não acirrar o atrito do Executivo com o Congresso.
“A pressão tem que ser nas redes e nas ruas. Não aceitamos barganha para não aprovar a anistia em troca do PL da bandidagem. Nenhuma coisa, nem outra”, diz Raimundo Bonfim, presidente da Central de Movimentos Populares.
No Rio, haverá ato na praia de Copacabana com os cantores e compositores Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque.
Os organizadores avaliam que os atos devem reunir número maior de pessoas do que o de 7 de setembro, uma vez que o sentimento de indignação neste momento é maior.