Desvendando a mentira bolsonarista em relação às fraudes no INSS

A acusação de que o governo Lula estaria envolvido no “roubo das aposentadorias”, especificamente por meio de descontos não autorizados, é mais uma fake news que precisa ser desmentida. Ao contrário do que as redes de extrema direita tentam divulgar, o governo Lula não apenas combateu as fraudes no INSS, mas também está trabalhando ativamente para reverter os danos causados aos aposentados.

O esquema que envolvia descontos indevidos nas aposentadorias começou em 2017, um ano após o golpe contra a presidente Dilma, com o acordo entre a Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendores Familiares Rurais do Brasil) e o INSS, que permitia a realização desses descontos diretamente nos benefícios dos aposentados.

No entanto, em setembro de 2020, época em que Jair Bolsonaro era presidente, servidores do INSS começaram a identificar irregularidades graves neste processo. O funcionário da direção central do INSS que denunciou as irregularidades foi ameaçado de morte, conforme revelou uma investigação da Polícia Federal. Ou seja, a omissão no combate às irregularidades, ocorreu justamente no governo de Jair Bolsonaro, que estava à frente da gestão do INSS na época.

Bolsonaro sabia e não fez nada

Durante o governo Bolsonaro, o sistema de fraudes no INSS não foi prontamente interrompido. Mesmo diante das denúncias dos servidores, o contrato entre a Conafer e o INSS foi apenas suspenso em setembro de 2020, mas rapidamente revogado, já em outubro, após a mudança de gestão dentro do INSS. O responsável pela reabilitação do contrato foi Jobson de Paiva Salles, diretor de atendimento do INSS, que foi homenageado pela Conafer por sua atuação favorável ao acordo.

Além disso, a relação de alguns membros do governo Bolsonaro com os envolvidos no esquema ficou clara. A investigação apontou ligações entre o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, e José Carlos Oliveira, ex-presidente do INSS e então ministro do Trabalho e Previdência, ambos com fortes vínculos com o governo Bolsonaro. A polícia descobriu também que havia movimentações financeiras suspeitas, com o uso de contas laranjas, e indícios de que parte dos recursos desviados estavam relacionados a campanhas eleitorais bolsonaristas.

Para reforçar ainda mais o fato de que Bolsonaro sabia das fraudes, o senador Izalci Lucas (PL) revelou recentemente à CNN Brasil que, durante a transição de governo em 2018, Bolsonaro foi informado sobre um esquema de fraudes no INSS que ultrapassava R$ 70 bilhões. Segundo Lucas, os indícios foram levados diretamente ao ex-presidente.

A virada no Governo Lula com o combate às fraudes

Foi apenas após a posse do presidente Lula que as fraudes começaram a ser desmanteladas efetivamente. O governo, por meio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal, deu andamento às investigações e, finalmente, começou a reaver os recursos desviados. O governo Lula também anunciou a devolução do dinheiro aos aposentados prejudicados, transformando bens apreendidos, como carros e apartamentos de luxo, em recursos para compensar as vítimas do esquema.

Além disso, o governo Lula tem demonstrado seu compromisso com a transparência e com a proteção dos aposentados. Os responsáveis pelas fraudes estão sendo processados e, aos poucos, as investigações ganham novos desdobramentos.

A verdade sobre a fake news

A narrativa de que o governo Lula teria se envolvido em fraudes contra os aposentados não passa de uma fake news. A realidade é que, durante o governo Bolsonaro, o esquema de desvios prosperou, com ameaças a servidores que tentaram denunciar as irregularidades e com uma postura omissa por parte da gestão federal. Já o governo Lula não só tem combatido essas fraudes, mas também agido para restituir os aposentados e punir os culpados.

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