CMP participa da Marcha da Classe Trabalhadora e marca o 1º de Maio com luta por direitos e justiça social

Milhares de trabalhadoras e trabalhadores de todas as regiões do Brasil ocuparam as ruas da capital federal nesta segunda-feira (29) durante a Marcha da Classe Trabalhadora, organizada pelas centrais sindicais com apoio dos movimentos populares na defesa de uma agenda de trabalho com justiça social, direitos e dignidade.

A Central de Movimentos Populares (CMP) esteve presente no ato e, em mais essa jornada de mobilização nacional, uniu força às centrais sindicais – como CUT, Força Sindical, Intersindical e outras –  para levar ao governo federal as reivindicações urgentes da classe trabalhadora e das periferias.

O ato marcou o 1º de Maio de 2025, celebrado nesta quinta-feira, e teve como destaques uma grande plenária com ministros de Estado, a caminhada pela Esplanada dos Ministérios e a entrega oficial da pauta unificada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.

Reivindicações por mais justiça social

Durante a Plenária da Classe Trabalhadora foram definidos os eixos centrais da mobilização:

-Redução da jornada de trabalho sem redução de salários;
-Fim da escala 6×1;
-Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil;
-Taxação dos super-ricos;
-Avanço na política de valorização do salário mínimo;
-Criação de uma Política Nacional de Transição Justa, com foco no desenvolvimento socioambiental e enfrentamento às mudanças climáticas.

Essas pautas foram formalmente apresentadas ao presidente Lula em reunião que contou com a presença de ministros e lideranças do governo, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a ministra Gleisi Hoffmann, e os ministros Márcio Macêdo (Secretaria-Geral) e Luiz Marinho (Trabalho).

Segundo o ministro Márcio Macêdo, o governo está em sintonia com as propostas das centrais. “Estamos do mesmo lado da história”, afirmou. Luiz Marinho, por sua vez, reforçou que a geração de empregos e a distribuição de renda seguem como prioridades do governo.

CMP na mobilização

A Central de Movimentos Populares levou ao ato a voz dos territórios populares e da base social que vive nas periferias urbanas. A CMP destacou a importância de políticas públicas que promovam justiça social e também a centralidade das mulheres, que historicamente acumulam jornadas múltiplas e enfrentam maiores desigualdades.

“Nenhum direito trabalhista foi dado de presente — todos foram conquistados com muita luta, organização e mobilização. É por isso que estamos nas ruas, ao lado das centrais. Penso que as centrais devem fortalecer a luta por melhores condições de trabalho para nós mulheres. Precisamos de jornadas mais justas, de remuneração e oportunidades iguais. Afinal, estamos no mercado de trabalho, mas somos nós a maioria no cuidado do lar e das famílias”, disse Nilza Bonfim, da coordenação nacional da CMP, que participou da Marcha em Brasília.

Na mobilização também foi anunciada a construção de um plebiscito nacional para que a população opine diretamente sobre três temas prioritários: a redução da jornada, o fim da escala 6×1 e a justiça tributária — iniciativa que reforça o protagonismo popular nas decisões que afetam a vida da maioria.

1º de Maio

O Dia Internacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores, celebrado em 1º de maio, é uma data histórica que remonta às lutas operárias do final do século XIX, especialmente aos protestos de 1886 em Chicago (EUA) pela jornada de 8 horas de trabalho. Desde então, a data passou a simbolizar a resistência, a organização e a conquista de direitos por parte da classe trabalhadora em todo o mundo.

No Brasil, o 1º de Maio também é um momento de mobilização, lula e memória, que une sindicatos, movimentos populares e sociais em defesa de empregos dignos, justiça social, democracia e soberania nacional.

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