A Ilha do Combu, em Belém (PA), passará a contar com monitoramento constante da Defesa Civil devido à crescente erosão causada pelo aumento do nÃvel do rio. A medida é resultado de uma mobilização popular que alertou para a situação crÃtica vivida pelos moradores da região de Paciência, Piriquitacuara e Murutucum.
Na segunda e terça-feira (01 e 02 de abril), técnicos da Defesa Civil visitaram três comunidades da ilha e constataram a gravidade do problema. Durante a vistoria, os agentes identificaram que 200 residências foram atingidas com a maré alta, impactando diretamente centenas de famÃlias, com uma média de três moradores por casa. O volume de água danificou diversas moradias, expondo a população a riscos significativos, como o aparecimento de cobras dentro das casas.

Paulo Cohen, da direção nacional da Central de Movimentos Populares, participou das visitas”As famÃlias das ilhas estão solicitando apoio e ajuda. Há mais de 10 anos fazemos um trabalho de organização na região. Casas com idosos, crianças e pessoas com deficiência estão em extrema vulnerabilidade. Nos mobilizamos e nos reunimos com autoridades para buscar soluções”, afirmou Cohen.
Entre as medidas discutidas com representantes da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) e do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, está a solicitação para que a prefeitura decrete situação de emergência na região. A expectativa é que essa medida facilite o acesso das famÃlias a auxÃlios como cestas básicas, aluguel social e inclusão em programas habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida.
A Defesa Civil se comprometeu a elaborar um laudo técnico que servirá como base para as ações emergenciais e futuras soluções para minimizar os impactos da erosão na Ilha do Combu.

