CMP participa da 29ª Edição do Grito dos Excluídos em todo o país; Em São Paulo, ato reuniu 10 mil pessoas

A Central de Movimentos Populares (CMP) participou em todo o Brasil da 29ª Edição do Grito dos Excluídos e Excluídas que, neste ano, teve como tema “Vida em Primeiro Lugar: Você tem fome e sede de quê?”. Ao longo de todo o dia, nossos militantes percorreram as ruas do país denunciando desmontes de políticas públicas e exigindo direitos essenciais como saúde, educação, moradia, emprego e salários dignos.


A  primeira edição do Grito dos Excluídos foi às ruas em 1995. A proposta surgiu a partir de articulações de movimentos populares, como a CMP, e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Neste ano, o coordenador nacional da Central de Movimentos Populares, Raimundo Bonfim, avaliou de forma muito positiva as mobilizações do Grito. No final das manifestações, ele destacou que os atos foram bastante simbólicos porque é a primeira vez que o Grito acontece após o fim do governo genocida e criminoso de Jair Bolsonaro.

“Nesta edição, ao mesmo tempo em que comemoramos o primeiro ano do novo governo Lula, pedimos a retomada dos programas sociais. Nossa luta hoje é  por soberania nacional, pela redução das taxas de juros que impede o desenvolvimento social e econômico do país, além da taxação das grandes fortunas, medida importante no combate às desigualdades sociais”, disse. .

Ainda de acordo com Bonfim, este 7 de setembro foi um dia de luta, onde os movimentos foram às ruas sem medo e sem violência porque sabem que hoje temos no comando do país um governo democrático-popular com condições de avançar no processo de reconstrução do Brasil. Confira abaixo imagens desse 7 de setembro:

São Paulo:

Em São Paulo, a 29ª Edição do Grito dos Excluídos e Excluídas contou com a participação de 10 mil pessoas e teve a CMP na linha de frente da organização da mobilização. O ato pediu a prisão do ex-presidente da República Jair Bolsonaro e  abraçou diversas demandas, desde a luta por democracia até questões essenciais como moradia, saúde, educação, emprego e um salário digno. 

Rio de Janeiro:

O combate à violência deu o tom do ato do Grito dos Excluídos e das Excluídas no Rio de Janeiro (RJ). Mães e outros familiares de pessoas vítimas do Estado levaram cartazes e mensagens pedindo Justiça. Em pauta também luta por moradia, contra a fome e a desigualdade.

Pará

Estudantes, indígenas, representantes de movimentos populares, entidades religiosas e sindicatos se reuniram para a marcha do Grito dos Excluídos e das Excluídas em Belém (PA). Centenas de pessoas tomaram as ruas da cidade na luta pelo direito dos povos amazônicos e também pediram justiça por Bruno Pereira e Dom Phillips, Dorothy Stang, Dilma Ferreira da Silva, Chico Mendes, Padre Josimo e outras lideranças vítimas da violência contra defensoras e defensores de direitos humanos na região amazônica.

Ceará

O ato do Grito dos Excluídos e das Excluídas em Fortaleza (CE) reuniu centenas de pessoas e muitas entidades com o objetivo de unir o campo e a cidade na periferia, denunciando as diversas formas de exclusão em uma das maiores cidades do país. Por lá, os manifestantes marcharam por políticas públicas, por direitos sociais, contra a exploração do homem pelo homem, e pelo fim do sistema capitalista desumano, desigual e combinado.

Minas Gerais

Foi com alegria que a CMP de Minas Gerais foi às ruas neste 7 de setembro na 29ª edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas. Neste ano, o Grito marca o retorno de um governo que tem compromisso com a vida e com a soberania desse país. Com união, os manifestantes foram às ruas pela reconstrução do Brasil, com o objetivo de colocá-lo novamente na rota do desenvolvimento.

Rondônia

Militantes da CMP de Porto Velho, em Rondônia, também saíram às ruas neste 7 de setembro, na 29ª edição do Grito dos Excluídas e das Excluídas. Protestamos por moradia, saúde, educação, emprego, soberania alimentar e preservação ambiental.

Paraná

No Paraná, a militância da Central de Movimentos Populares também foi às ruas no combate às desigualdades sociais e as mazelas do estado. Organizações indígenas, movimentos populares, representantes do movimento negro, pastorais sociais, grupos religiosos se uniram no grito contra as exclusões

Amazônas

O Grito dos Excluídos em Manaus foi marcado de muitas intervenções populares, chamando atenção da sociedade para as discussões de diversos temas sociais que carecem de políticas públicas e da responsabilidade do Poder Público quanto como habitação, saúde, educação, fome, trabalho, direitos humanos e preservação da Amazônia. A Central de Movimentos no Amazonas é uma das organizações parceiras a frente do Grito dos Excluídos no Brasil

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